30 de janeiro de 2018

Caixa de Pássaros por Josh Malerman

Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
ISBN: 9788580576528
Páginas: 272
Classificação: 

EM UM MUNDO DE RECURSOS ESCASSOS, OLHOS VENDADOS E UM TERROR PERSISTENTE, ENCARAR OS PRÓPRIOS MEDOS É APENAS O INÍCIO DA VIAGEM.
Quatro anos depois de tudo ter começado, restaram poucos sobreviventes, incluindo Malorie e seus dois filhos pequenos. Morando numa casa abandonada próxima ao rio, ela sonha há tempos em fugir para um local onde sua família possa ficar em segurança. Mas a jornada que têm pela frente será assustadora: 32 quilômetros rio abaixo em um barco a remo, vendados, contando apenas com a inteligência de Malorie e os ouvidos treinados das crianças. Uma decisão errada e eles morrem. E ainda há alguma coisa os seguindo. Será que é um homem, um animal ou uma criatura desconhecida?

Admito que esta será uma das resenhas mais difíceis que já fiz até hoje. Isso por que, Caixa de Pássaros está longe de ser um livro com uma história clichê. Mas vou tentar... Juro que vou tentar.

Tudo começa com algumas notícias de casos isolados em lugares remotos do planeta compartilhadas em redes sociais. Uma mãe que mata os filhos e logo depois se mata. Uma senhora que mata sua vizinha e logo depois também se mata da maneira mais absurda possível. A princípio, ninguém leva muito a sério, até que mais casos começam a ocorrer nas cidades e o caos se instala. Ninguém sabe o que está acontecendo. Ninguém sabe o que fez estas pessoas causarem mal as pessoas ao redor e logo depois se matarem, mas há uma única informação: essas pessoas viram algo antes de surtarem. Mas o quê? Seria algo maligno? Alguma criatura? Seria o fim do mundo? Alguma invasão? Algo incorporado no próprio ser humano de uma forma que nossa mente não é capaz de compreender levando-os a loucura? Não se sabe. Ninguém sabe. A única coisa que sabem é: Não abra os olhos! E a partir daí, a população que resta após tantas mortes passa a se trancar em suas casas, tapam as janelas com cobertores e quando precisam sair de suas casas, sabem que precisam sair vendados, sem saber exatamente como irão fazer já que não podem abrir os olhos ou serão sugados pela loucura.

Com uma narrativa densa, acelerada e muita das vezes claustrofóbica, acompanhamos a agonia e o desespero de Malorie com seus dois filhos nesse mundo absolutamente caótico e perverso onde ninguém sabe contra o que está lutando. O livro se divide em duas linhas do tempo: no presente, onde Malorie se vê obrigada a sair da casa que já se abriga com seus dois filhos de quatro anos cada e descer rio abaixo num barco a remo, totalmente vendados, em busca de um lugar mais seguro e sabendo que estão sendo perseguidos e o passado, onde Malorie acaba de descobrir que está gravida quando o caos começa a se instalar. Durante ambas as linhas do tempo, sofremos a agonia e o desespero dos personagens em lutar para manter a própria vida.

O autor, Josh Malerman, consegue com sucesso implantar a angústia e o medo vivo que os personagens sentem e é praticamente impossível parar de ler. Porém, ao terminar a leitura de Caixa de Pássaros eu simplesmente não sabia se havia amado ou me decepcionado devido ao final. Admito que até o momento em que escrevo esta resenha, minha opinião ainda está dividida com relação ao que eu sinto por este livro. O final realmente não me agradou, mas o livro todo é escrito tão maravilhosamente bem, que o final acaba não pesando tanto. Claro que a minha opinião sobre final é muito particular, mas como tenho que chegar a um veredito para dar uma nota à ele, finalizo então minha opinião desta maneira.

Falando um pouco sobre a adaptação que já está sendo produzida pela Netflix, o elenco completo já foi divulgado. Além de ser estrelado por Sandra Bullock, o filme terá entre os atores Sarah Paulson, de Carol e American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson, Rosa Salazar, da série Divergente, John Malkovich, Trevante Rhodes, de Moonlight: Sob a Luz do Luar, Danielle Macdonald, de Patti Cake$ e Jacki Weaver, de O lado bom da vida.

O roteiro será de Eric Heisserer, de A chegada, e a direção da cineasta Susanne Bier.



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