29 de abril de 2019

Por que Você deveria assistir The Handmaid's Tale - O Conto da Aia

The Handmaid’s Tale ou, em português, O Conto da Aia, foi uma das grandes vencedoras do Emmy 2017. E com todo merecimento: a série, estrelada e produzida por Elisabeth Moss trata de um tema muito atual e ao mesmo tempo assustador. Não posso deixar de enfatizar também a atuação de Elisabeth Moss que faz arrepiar todos os pêlos do corpo.


Sobre The Handmaid’s Tale

Imagine um país em que as mulheres vivem suas vidas normalmente e, de uma hora para a outra, têm seus direitos revogados. Não podem mais trabalhar, nem votar. O dinheiro que tinham é confiscado, assim como todos os bens que elas possuíam. Ler é proibido, também. Tudo o que elas têm – e elas mesmas – passam a ser propriedade dos homens.

Alexis Bledel interpreta Ofglen em “The Handmaid’s Tale” (Divulgação/Hulu)

Pesadelo? Pois é assim que as coisas acontecem em “O Conto da Aia”. Escrito em 1985, o livro da canadense Margaret Atwood fala sobre um futuro próximo – especula-se que seria 2005 – , e é especialmente apavorante, uma vez que enquanto escrevia "O conto da Aia", Margaret Atwood estabeleceu uma regra: todos os fatos da série tinham que ser baseados em algum antecedente histórico real. Com isso, ela foi capaz de combinar eventos históricos únicos de maneiras plausíveis — e assustadoras.

Janine (Madeline Brewer) em "The Handmaid's tale" - O conto da aia" Foto: Reprodução Instagram / Reprodução Instagram

Em entrevista para o jornal “The New York Times”, Atwood fala sobre isso: “Tendo nascido em 1939 (…) eu sabia que a ordem estabelecida podia desaparecer da noite para o dia. Mudanças podem ser rápidas como um relâmpago. Não podemos confiar na impressão de que “Não vai acontecer aqui”: qualquer coisa pode acontecer em qualquer lugar, dadas as circunstâncias. Por exemplo, pode parecer difícil num primeiro momento, imaginar que tudo o que o Brasil conquistou até o momento, como: Abolição da Escravatura, Proclamação da República, etc... seja perdido e que não existe qualquer chance de regredirmos. Mas ao olhar a história do mundo, fica fácil perceber que tudo pode, sim, mudar de uma hora para a outra.

(Divulgação/Hulu)

Offred (Elisabeth Moss) é identificada como uma mulher fértil – uma raridade nesse futuro em que poluição, radiação e venenos fizeram com que muitos homens e mulheres perdessem a capacidade de ter filhos. Por isso, ela tem algum valor dentro da República de Gilead, o novo país que se formou no lugar dos Estados Unidos. Se torna uma Aia – mulher cuja função é prover filhos para as esposas dos Comandantes do país através de cerimônias (estupro da Aia).

Elisabeth Moss interpreta Offred na série “The Handmaid’s Tale” (Divulgação/Hulu)

Em "Handmaid's Tale", inicialmente não há o questionamento de porque as mulheres são usadas para resolver os problemas de fertilidade do período – e ninguém pensar em avaliar as condições de saúde dos homens – lembra a história do Rei Henrique VIII, da Inglaterra. O monarca não conseguia ter filhos saudáveis: muitas das gestações de suas esposas terminavam em abortos, ou bebês que não sobreviviam por muitos dias. Ele trocou de esposa por seis vezes para resolver a questão – mas tudo indica que o problema era ele, que tinha sífilis e contaminava as esposas e os filhos.

Atwood defende que a história de “O Conto da Aia” não é uma ficção científica, mas sim uma ficção especulativa. Ao basear todos os absurdos que acontecem no livro em fatos reais, ela consegue descrever um cenário viável de uma teocracia totalitária nos Estados Unidos. Tanto o livro quanto a série são puro terror para mulheres.

Aias sendo punidas por não terem apedrejado uma aia considerada criminosa Foto: Divulgação

E aí? Consegui te convencer a começar a maratona hoje mesmo? A série já possui duas temporadas e a terceira estreará nos Estados Unidos no dia 5 de junho. A Hulu, serviço de streaming que produz a série, irá disponibilizar os três primeiros episódios de uma vez só, e os seguintes serão divulgados semanalmente. A primeira temporada está disponível no Brasil no serviço de streaming Globoplay.

Fonte: De Mulher
Fonte: O Globo

2 comentários

  1. Oi Laisy
    Menina, sou apaixonada nessa série, daquele jeito meio macabro, que nem a gente gosta de black mirror, sabe? Li o livro também e é um grande tapa na cara e um alerta desesperador para que, de alguma forma, não deixemos isso acontecer. É uma série bem pesada e tem que ter coragem pra assistir, mas vale muito a pena.

    Vidas em Preto e Branco

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Falou tudo Lary! Série maravilhosamente assustadora e que tem que ter estômago para assistir, mas que vale cada segundo.

      Beijinhos

      Excluir

Seu comentário é muito importante para o blog! Pois graças a ele, sabemos o que vem achando dos nossos posts. Se chegou até aqui para comentar, já agradecemos o seu carinho! Ah... E volte sempre! ♥